segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Mas afinal para que conta o Sono?
P.:Mas afinal para que conta o Sono?
R.:Melhor tempo acordado!
Mais do que pais e bebés descansados, querem-se famílias felizes e saudáveis!
É importante poder compreender, que não se trata apenas de quanto tempo passamos com quem mais gostamos, mas sim e essencialmente, a forma como vivemos esse tempo, e investimos na construção de uma relação, desde a própria base. A qualidade dessa relação tem em si uma capacidade de influenciar a primeira infância, enquanto o alicerce emocional de um adulto estruturado!
Ensinar o bebé a dormir, é apenas um dos veículos indispensáveis para potenciar maior qualidade ao tempo que o bebé passa acordado. Quer dar-se o melhor cartão de visita deste mundo ao "nosso" novo Ser!
Ensinar a dormir, e os esforços que são feitos para manter um bom sono ao longo do desenvolvimento, servem então por excelência a qualidade do tempo de actividade, das experiências que o cérebro do bebé vive e armazena, na sua própria estrutura, e que são em si alicerces, sejam emocionais, afectivos ou cognitivos.
Quanto mais qualitativas essas experiências, maior, por sua vez, a sua implicação benéfica na própria qualidade e duração do sono, afectando directamente o bem estar em todos os campos relevantes do desenvolvimento do bebé. É um ciclo vicioso que se deseja benéfico e em prol do bebé, sem esquecer a importante capacidade dos pais para manter a boa experiência. Ou seja, para terem sempre paciência para dar o melhor, enquanto o bebé está acordado.
Melhor tempo acordado... Algumas sugestões:
Mais do que pais e bebés descansados, querem-se famílias felizes e saudáveis!
É importante poder compreender, que não se trata apenas de quanto tempo passamos com quem mais gostamos, mas sim e essencialmente, a forma como vivemos esse tempo, e investimos na construção de uma relação, desde a própria base. A qualidade dessa relação tem em si uma capacidade de influenciar a primeira infância, enquanto o alicerce emocional de um adulto estruturado!
Ensinar o bebé a dormir, é apenas um dos veículos indispensáveis para potenciar maior qualidade ao tempo que o bebé passa acordado. Quer dar-se o melhor cartão de visita deste mundo ao "nosso" novo Ser!
Ensinar a dormir, e os esforços que são feitos para manter um bom sono ao longo do desenvolvimento, servem então por excelência a qualidade do tempo de actividade, das experiências que o cérebro do bebé vive e armazena, na sua própria estrutura, e que são em si alicerces, sejam emocionais, afectivos ou cognitivos.
Quanto mais qualitativas essas experiências, maior, por sua vez, a sua implicação benéfica na própria qualidade e duração do sono, afectando directamente o bem estar em todos os campos relevantes do desenvolvimento do bebé. É um ciclo vicioso que se deseja benéfico e em prol do bebé, sem esquecer a importante capacidade dos pais para manter a boa experiência. Ou seja, para terem sempre paciência para dar o melhor, enquanto o bebé está acordado.
Melhor tempo acordado... Algumas sugestões:
# Não ligue a televisão logo quando chega a casa!
A presença de uma televisão ligada vai desviar a sua atenção, e a dos seus filhos, daquilo que realmente importa! Além de ser um elemento que incita a desconcentração, cria hábito de interacção passiva! O foco deve estar na relação e na qualidade da interacção, e o hábito deve vir desde cedo. De forma bastante unanime, todos os estudos feitos acerca da exposição à TV, e outros aparelhos mais recentes, como ipads ou smartphones portáteis, recomendam a protecção do bebé até aos 24 meses, pela sua ligação ao déficit de atenção e potencial hiperactividade.
Leia também http://crescer.sapo.pt/bebe/perguntas-frequentes/os-bebes-e-a-televisao
# Ouça música com os seus filhos!
Para além de ser uma excelente ferramenta nos rituais de acalmar, a música pode e deverá estar presente em momentos de lazer! São muitos os estudos que comprovam a importância das melodias para o desenvolvimento, e pode ser muito divertido dançar com a criança, ou simplesmente interagir com o seu bebé, ao som de música. Os sons irão contribuir para o desabrochar de vários estados de espirito e raciocínio, através dos varios tipos de ritmo, e conjunto de instrumentos e melodias.
Leia mais em http://everydaylife.globalpost.com/music-helps-brain-development-infants-1600.html
# Escolha brincadeiras divertidas que promovam a relação, mas também as conquistas pessoais do bebé!
Muitas vezes os pais queixam-se que, à hora que chegam a casa, já não têm tempo para brincar com os filhos! No entanto, podem tornar momentos do quotidiano, mais divertidos para todos. Por exemplo, nomeando as partes do corpo da criança, enquanto esta se veste, deixando o bebé acompanhar nas tarefas domésticas, e até aproveitando a hora do banho para promover a interacção. Ensinar as partes do corpo, os sons dos animais, a mimica de várias palavras, etc.. Mais do que apenas e sempre brincar com o bebé, é também importante dar ao bebé recursos para que possa desenvolver as suas aptidões, ensinando-o também a brincar!
# Converse com o seu bebé! E converse de verdade, de pessoa para pessoa!
Deve-se falar com o bebé sempre que possível: no carro, a caminho da creche, durante as refeições, no banho, etc. "Fazer a legenda de tudo" é uma forma muito fácil de aprofundar o laço de confiança, quando tornada num bom hábito e quando as palavras de facto referenciam o que está a acontecer ou vai acontecer. No entanto, falar com ele de forma adequada também é importante. É comum ver os pais a falarem "bebezês" ou falarem muitas palavras e muito depressa. No segundo caso, põem inadvertidamente o bebé "a mil", como sem querer, dificultam a sua tarefa em associar o som das palavras às situações, e assim melhor reconhecê-las. A cadência e a velocidade das palavras escolhidas, a linguagem corporal e até mesmo a própria respiração, podem contribuir tanto para a calma e segurança, como no oposto, para a impaciência, insegurança e ansiedade.
Leia mais em http://crescer.sapo.pt/bebe/perguntas-frequentes/como-construir-uma-relacao-de-confianca-com-o-seu-bebe-peca-matriz-para-o-sono/2
Deve-se falar com o bebé sempre que possível: no carro, a caminho da creche, durante as refeições, no banho, etc. "Fazer a legenda de tudo" é uma forma muito fácil de aprofundar o laço de confiança, quando tornada num bom hábito e quando as palavras de facto referenciam o que está a acontecer ou vai acontecer. No entanto, falar com ele de forma adequada também é importante. É comum ver os pais a falarem "bebezês" ou falarem muitas palavras e muito depressa. No segundo caso, põem inadvertidamente o bebé "a mil", como sem querer, dificultam a sua tarefa em associar o som das palavras às situações, e assim melhor reconhecê-las. A cadência e a velocidade das palavras escolhidas, a linguagem corporal e até mesmo a própria respiração, podem contribuir tanto para a calma e segurança, como no oposto, para a impaciência, insegurança e ansiedade.
Leia mais em http://crescer.sapo.pt/bebe/perguntas-frequentes/como-construir-uma-relacao-de-confianca-com-o-seu-bebe-peca-matriz-para-o-sono/2
# Quando fala com o seu bebé/criança, veja-a nos seus olhos!
A ideia não é falar só com a "apresentação fisica" do seu bebé e sim com algo igualmente inerente e particular a cada Ser Humano. Falo da sua Alma, ou lado espiritual. Não se esqueça que não somos só um corpo físico, somos um corpo espiritual! O vínculo agradece!
Além de que são muitos os estudos que comprovam a importância do contacto visual para o fortalecimento das relações de confiança, olhar de verdade o outro é mostrar que estamos completamente disponíveis para o receber no nosso mundo, o aceitamos, e desejamos compreendê-lo. Olhar o bebé nos olhos e ter uma conversa de quem considera o bebé um indivíduo exclusivo e não apenas um Ser mais pequeno ou um pertence, respeitando, obviamente, a sua disponibilidade para a interacção, pode ser muito importante no enraizamento da sintonia da relação.
# Hora SÓ da refeição!
Aproveite as horas de refeição para estar completamente disponível para os seus filhos, reduzindo qualquer outro tipo de estímulos, interagindo e conversando com eles, ensinando a comer bem, a estar e a ouvir!
# Seja a inspiração emocional do seu bebé!
Ensine a reagir às pequenas adversidades, lembrando-se que são as suas as verdadeiras guias modelo! Veja essa influencia como uma conduta positiva ao nível de um privilégio que lhe foi concedido ao ser escolhida para Mãe, em vez de a encarar com medo por ser uma grande responsabilidade. Quando o bebé chora nalguma adversidade apresente-lhe novas soluções emocionais além do que ele já está a manifestar. Ele por certo que não vai precisar de comiseração, ou de se sentir ainda mais "coitado" pelo que sente- isso enfraquece o espírito e intensifica o seu desconforto! Apresente-lhe uma nova solução, e pode bastar uma resposta em tom positivo e relaxado, com um sorriso.
# Dê abraços e mimos, mas ajude o bebé organizar-se emocionalmente e a estruturar-se nos "primórdios" da sua inteligência emocional!
Misturar tudo pode dar problemas.
O contacto físico é vital além de que pode ser muito estimulante, especialmente se se for desejado, e se existir a disponibilidade do outro para o receber! Não devemos ser intrusivos e sim respeitar também o desejo do outro! No entanto, abraçar os nossos filhos e demonstrar-lhes diariamente em várias circunstâncias, o quanto gostamos deles, é essencial para alicerçar a relação de confiança, factor indispensável para a noção de segurança e qualidade do sono! Lembre-se de usar sensatez, os abraços e os mimos são ESSENCIAIS, mas não devem só existir no momento exclusivo do sono, ou apenas quando o bebé chora.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
O "bombo da Festa"!
O Sono é o bombo da Festa! Mas é apenas um dos campos relevantes do
melhor desenvolvimento do bebé. Assume, no entanto, um papel matricial,
de crivo.... Tem as "costas largas" e normalmente é ele que "paga as
contas"! Seja de alimentação desregulada, de actividade desadequada, de
problemas de comportamento, etc., etc., etc. Interessante é observar a
relação que o bom ou o mau sono têm também com todos os outros os campos
relevantes do desenvolvimento do bebé... O bom e mau sono possuem a
capacidade inversa de influenciar a globalidade destes aspectos! A
dinâmica de influência é multidireccional e retroactiva, uma verdadeira
"pérola" de estudo e investigação! Deixe-se apaixonar pelo tema, ao
mesmo tempo que investe no melhor desenvolvimento do seu bebé, e aposta
na qualidade de vida de toda a família.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Saiba identificar mais estes Mitos sobre o Sono do bebé!
#Mito 6: Se o bebé acorda
durante a noite, de certeza que está com fome!
O despertar durante a noite por parte de um bebé, começa normalmente com essa causa exclusiva, e é normal. Seria necessário regular as expectativas dos Pais, se estes quisessem que um bebé de 15 dias não acordasse, pelo menos, 2 vezes para mamar durante a madrugada. Mas é importante que se possa analisar a idade, o peso, e o contexto diurno da sua rotina, para perceber se é apenas essa causa que o fará repetir o despertar. É verdade que em termos de histórico é a causa fome, quando não resolvida desde cedo (através de um plano continuado ao longo do desenvolvimento), que pode incentivar o relógio biológico para despertar à medida que se cresce, mesmo para além dos 12 meses. Se com 2 meses era mesmo fome, não é linear que seja apenas fome aos 9 meses(isto especialmente caso se tenham aplicado medidas seguras e graduais na preparação do desmame nocturno desde cedo). A fome é então, apenas umas das 7 principais causas incentivam o despertar da noite do bebé. No entanto, sem essa variável resolvida, fica difícil separar as restantes causas e resolvê-las na raiz.
#Mito 7: Os dentes a nascer não o deixam dormir nada!
Despertar várias vezes com episódios de desconforto podem ocorrer, em especial em dias pontuais de extremo desconforto. Mas caso se tenha seguido um plano coerente e actualizado de orientação do sono, actividade, alimentação e comportamento, e o sono esteja a seguir um padrão regular continuo, sem alterações nos hábitos de base de percepção de segurança, os dentes não devem ser responsabilizados continuamente pelos problemas do sono.
#Mito 8: Silêncio! O bebé está dormir!
Os bebés poderão aprender a reagir ou a não reagir ao barulho normal da vivência aqui neste mundo! É esse conjunto de barulhos que deve ser considerado o verdadeiro "white noise".... Daí que não sou a favor de se usar sons que possam ter que reproduzir o artificio, quando a realidade já o oferece. Barulhos como os da sua casa, da sua família, dos carros, de musica, de máquinas, etc. serão aqueles aos quais o bebé estará diariamente a aprender a reagir ou a não reagir. Aprenderá a fazê-lo de acordo com a reacção que os pais possam fazer desse barulho. Caso os pais mostrem que não é para desistir de dormir em tais condições, os bebés têm a capacidade de aprender a dormir ignorando naturalmente o desconforto, que inicialmente poderão ter sentido, quando não sabiam reagir a tantos barulhos! É fascinante o que a regulação emocional das reacções dos pais, podem fazer no campo perceptual e reactivo do bebé!
#Mito 9: O sono do bebé melhora com a idade!
O que de facto vai melhorando é o diferencial de necessidade de tempo a dormir, o que fará do problema de não estar a dormir o suficiente, algo a melhorar e a contribuir para o próximo sono mais tranquilo. Isto porque quanto menos sono o bebé fizer para o que precisa de dormir, pior é o sono que fará no momento seguinte.
#Mito 10: O bebé saberá dormir o que precisa!
Compreendermos que uma criança de 2 anos poderá não saber dizer quando é a melhor altura para acalmar, comer, o que deve comer e quanto deve comer, quando dormir, quando parar de brincar. Como podemos esperar que um bebé, com menos experiência e tempo de vida, o saiba? Caso se estabeleça uma rotina meramente baseada no ritmo errático do bebé, este terá dificuldade em orientar-se nas 24h, e reconhecer os padrões de postura, ou as suas necessidades de sono e alimentação. O mundo interessa-lhe, e mesmo com sono, poderá por vezes sorrir e demonstrar-se mais predisposto a explorar. Veremos se depois esse interesse se mantém com qualidade, ou se por ter dormido pouco, na sesta anterior por exemplo, o bebé não fica rabugento e retira pouca qualidade da experiência.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Fortalecer a confiança ou exclusiva dependência?
Não se querem bebés autónomos, muito menos à força ou de forma artificial, isso seria ridículo e injusto! Mas existem pequenas conquistas de autonomia básica, muito importantes para o seu bem estar interno : "Muitas vezes é confundida pelos pais a ideia de criar uma boa relação com o excesso de zelo, ou que para demonstrar afeto se tenha que andar com o bebé sempre ao colo ou de o adormecer nos braços. O bebé tem um grande potencial de aprendizagem e se, por exemplo, aprender apenas a sentir-se seguro no colo da mãe ou a depender sempre deste para se acalmar e adormecer (ou #readormecer), não se sentirá apto a desenvolver as suas pequenas explorações muito longe dele. Inadvertidamente, esta tendência vai contribuir para mais situações de desconforto e choro sempre que houver a necessidade de pequenas e seguras separações-
– seja quando a mãe sai da divisão, ou de manhã quando sai de casa para ir trabalhar, ou até mesmo a separação necessária para dormir. Pelo contrário, sentindo confiança na relação, o bebé vai tendo movimentos de afastamento e aproximação sucessivos, autonomizando-se progressivamente" nas suas conquistas mais básicas, fortalecendo assim a sua auto-confiança e também fortalecendo a sua noção de segurança no mundo!
Excerto do meu artigo feito em parceria com a Psicóloga Dra Ana Trindade: " Como construir uma relação de confiança com o seu bebé- peça matriz para o sono"
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
A Rotina e o Bom Senso
Ao longo de vários anos de
experiência na resolução de causas difíceis, do mau sono, ou sono interrompido
dos bebés, através de Observações Naturalistas e acompanhamento de evoluções no
terreno, trago algumas considerações que gostaria de partilhar convosco!
Seria fácil concluir, pelas próprias mães e pais com quem tive o privilégio de colaborar neste processo, ou mesmo por vocês que me lêem, que os melhores planos de rotina, aqueles que de facto articulam vantagens a vários níveis, são os que protegem os bebés dos extremos de desconforto.
"As rotinas ajudam a proteger o seu filho de grandes mudanças inesperadas, reforçam o sentimento de segurança, e ajudam que este se acalme em situações imprevisíveis".
Caso sejam orientadas dentro dos horários saudáveis ( dentro do ritmo biológico saudável), será mais fácil a obtenção de benefícios, no entanto, desde que bem enraizados, mesmo fora desses horários, podem agir com a mesma eficácia....
...Todavia, os problemas enraizados de sono tendem a arrastar consigo problemas afectos à alimentação, qualidade de actividade, comportamento e mesmo ao nível da noção de segurança interna do bebé. Quando se quer recuperar, resolver, regular estas dificuldades de forma mais permanente, os horários saudáveis assumem um papel preponderante, mas apenas uma condição base e não a solução global em si- são um adjuvante.
Importa, que o bom senso predomine. O excesso de rotina baseado apenas no relógio, que ignore a observação dos sinais do bebé, de forma inflexível, e pouco empático por parte dos pais, pode anular estes benefícios mais tarde ou mais cedo.
No meu compromisso responsável com os Pais, quando sou chamada a resolver questões ao nível comportamental do sono, não consigo fazê-lo sem conhecer melhor cada caso, e as medidas exclusivas para um bem estar #MÁXIMO do bebé em causa.
O valor está todo em tornar essa harmonia visível e realmente sentida por todos em continuidade -e não apenas temporariamente.
Seria fácil concluir, pelas próprias mães e pais com quem tive o privilégio de colaborar neste processo, ou mesmo por vocês que me lêem, que os melhores planos de rotina, aqueles que de facto articulam vantagens a vários níveis, são os que protegem os bebés dos extremos de desconforto.
Os extremos de desconforto, seja
fome, cansaço ou insegurança, quando acontecem, o bebé já tem fraca capacidade,
ou nenhuma, para se controlar, ou mesmo assimilar.... Seja a acalmar, seja em
concentrar-se e ouvir, seja em qualquer conquista a melhorar para o seu próprio
bem estar básico, ou máximo.
As melhores rotinas são as que
são desenvolvidas a partir de uma observação das necessidades REAIS do bebé(
versus as aparentes), e não devem ser pensadas em exclusivo, apenas na
comodidade de quem cuida enquanto adulto com outras necessidades, como factor
exclusivo e preponderante.(em especial quando se propõe resolver problemas enraízados
manifestos no sono).
A verdade é que as necessidades
reais do bebé estão lá na mesma, quer sejam encaradas como oportunidades ideais
para agir, ou por outro lado, ignoradas - a verdade é que estão lá.
Poderá ser necessário um olhar
mais experiente para as observar, ou não, mas certo é que o melhor dos dois
mundos nem sempre é possível. Seja por horários profissionais incompatíveis dos
Pais, indisponibilidade da Mãe com licenças encurtadas, seja por gestão
familiar a melhorar, seja por uma infinita panóplia de razões.
"As rotinas ajudam a proteger o seu filho de grandes mudanças inesperadas, reforçam o sentimento de segurança, e ajudam que este se acalme em situações imprevisíveis".
Caso sejam orientadas dentro dos horários saudáveis ( dentro do ritmo biológico saudável), será mais fácil a obtenção de benefícios, no entanto, desde que bem enraizados, mesmo fora desses horários, podem agir com a mesma eficácia....
...Todavia, os problemas enraizados de sono tendem a arrastar consigo problemas afectos à alimentação, qualidade de actividade, comportamento e mesmo ao nível da noção de segurança interna do bebé. Quando se quer recuperar, resolver, regular estas dificuldades de forma mais permanente, os horários saudáveis assumem um papel preponderante, mas apenas uma condição base e não a solução global em si- são um adjuvante.
Importa, que o bom senso predomine. O excesso de rotina baseado apenas no relógio, que ignore a observação dos sinais do bebé, de forma inflexível, e pouco empático por parte dos pais, pode anular estes benefícios mais tarde ou mais cedo.
No meu compromisso responsável com os Pais, quando sou chamada a resolver questões ao nível comportamental do sono, não consigo fazê-lo sem conhecer melhor cada caso, e as medidas exclusivas para um bem estar #MÁXIMO do bebé em causa.
O valor está todo em tornar essa harmonia visível e realmente sentida por todos em continuidade -e não apenas temporariamente.
Para que o possa fazer com a
maior segurança fisica e emocional, garantia, maior celeridade de resultados (por vezes com melhorias incríveis em apenas
1 ou 2 dias), e alargada permanência de resultados (mais de 6
meses), é ESSENCIAL e necessário respeitar as necessidades do bebé, sendo essa a condição base de
partida!
"WIN WIN SITUATION"
Dessa forma, os ganhos são
imensos!
Para além de mais bem
dispostos, os bebés comem muito melhor, tornam-se mais seguros, e ganham maior
concentração para conhecer melhor os pais e o mundo.
Os pais conseguem conhecer melhor o seu bebé, aprofundar o laço, mas usufruir dos seus serões como casal. Podem também repor as noites de sono e assim potenciar a sua qualidade profissional...mas para o caso e como o presente mais importante desta vida, enriquecer a sua qualidade parental de ser Pais- o trabalho mais importante que nos é oferecido como uma benção.
Os pais conseguem conhecer melhor o seu bebé, aprofundar o laço, mas usufruir dos seus serões como casal. Podem também repor as noites de sono e assim potenciar a sua qualidade profissional...mas para o caso e como o presente mais importante desta vida, enriquecer a sua qualidade parental de ser Pais- o trabalho mais importante que nos é oferecido como uma benção.
A Mãe e o Pai ganham VIDA- uma nova vida mais rica!
É caso para perguntar: Quando é
que quer conhecer ainda melhor o seu bebé, e a rotina que melhor respeita as
suas necessidades, como base de partida para se viver apenas a qualidade( do bebé e a dos Pais)
Saiba mais sobre os benefícios
das rotinas, um artigo feito em parceria com a Psicóloga Clinica Dra. Ana Trindade :
http://sonobebecarolinaalbino.blogspot.pt/2013/10/artigo-com-psicologa-ana-amaro-trindade.html
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Sinais de Sono: Prevenir em vez de Remediar!
O bebé quando está cansado emite sinais de sono, só alerta
com choro quando já exausto.
Depois de entrar nesta espiral de choro, torna-se difícil conseguir sair dela, iniciando-se nesta altura o “ vale tudo” nos esforços dos pais para que o bebé durma, e o início dos hábitos comprometedores do sono.
Depois de entrar nesta espiral de choro, torna-se difícil conseguir sair dela, iniciando-se nesta altura o “ vale tudo” nos esforços dos pais para que o bebé durma, e o início dos hábitos comprometedores do sono.
É essencial estar atento a estes sinais de sono, e
reconhecer bem os do seu filho, pois informam-nos que a janela de sono do bebé
“está aberta”, sendo este o momento ideal para o bebé ser orientado num ritual
de acalmar e ir dormir, de forma a evitar um grande descontrolo por parte do
bebé.
Do nascimento aos 3 meses:
A forma como os recém-nascidos demonstram cansaço pode
ser bastante diferente da de bebés mais velhos. Os seus movimentos corporais
são controlados principalmente por ações reflexas. Por esta razão, os
recém-nascidos podem ser menos óbvios a exibir as pistas que esperamos observar
quando estão cansados. Demonstram o aumento dos níveis de agitação (descontrolo
central). Alguns dos sinais que podem ser observados são:
• Agitação/descontrolo: agitar braços e pernas
(movimentos involuntários dos membros; puxar para cima os joelhos; arquear as
costas, cerrar os punhos; podem por vezes bater/arranhar, neles mesmos, quando
estão já no extremo)
• Olhar (focando o olhar no vazio, desviando o olhar,
virando a cabeça para longe ou para os lados)
• Bocejo
• Esfregar a cara no colo, ou encaracolar neste
• Buscar conforto por sucção
Dos 4 aos 12 meses:
Nesta idade, os bebés ganharam maior controlo sobre os
seus braços e pernas, e já não exibem os movimentos dos membros frenéticos
quando estão cansados. Sinais típicos de cansaço para essa faixa etária são:
• Agitação/descontrolo dos membros
• Esfregar os olhos ou nariz
• Puxar/mexer as orelhas ou cabelo
• Bocejar
•Procura de colo sem razão aparente
A partir dos 12 meses:
As crianças, a partir desta idade, são frequentemente
muito ativas e muito curiosas. Irão ignorar os sentimentos de cansaço, porque
não querem perder pitada da sua exploração deste mundo! Os primeiros sinais de
cansaço nesta faixa etária incluem:
• Perda de coordenação( esbarrar em coisas, cair,
derramar coisas (mais do habitual))
• Esfregar os olhos
• Bocejar
• Não conseguirem concentrar-se em nenhuma tarefa por
mais de 1 minuto ou menos
• Quererem tudo e não quererem nada
• Nada os satisfaz momentaneamente - rabugice crónica
• Volatilidade emocional( ou riem à gargalhada, ou no
segundo seguinte podem chorar)
•Podem também incluir comportamentos descritos na faixa
etária de 3 a 12 meses
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